Saiba por que oferecer vagas em home office é um diferencial competitivo para empresas na atração de profissionais

Durante a pandemia de Covid-19, a transição para o home office foi obrigatória para muitos profissionais que jamais haviam trabalhado remotamente. Embora essa transição compulsória possa ter sido turbulenta para muitas pessoas, a percepção em relação ao trabalho remoto tem sido positiva, tanto é que esse passou a ser um diferencial competitivo na atração de talentos. 

Pesquisas mostram que empresas que não oferecerem vagas em home office, ou ao menos permitirem que seus colaboradores trabalhem remotamente em alguns dias da semana, tendem a ser preteridas pelos profissionais mais talentosos na avaliação de propostas de trabalho.

E não é a simples oferta de home office que pode definir a favor de uma empresa na hora em que um profissional tiver de escolher seu emprego. Alguns benefícios relacionados ao trabalho remoto também são esperados nesse novo cenário do mercado de trabalho. Continue conosco e saiba mais!

Novos perfis profissionais exigem adoção do home office

Nos próximos anos, o mercado de trabalho absorverá ainda mais profissionais da geração Y. Também conhecidos como Millennials, esses colaboradores são nativos da era digital e trazem consigo novos perfis de trabalho.

Segundo pesquisa da PwC, a maioria dos profissionais nascidos na virada do século 20 deseja trabalhar em casa ou ter um horário de trabalho flexível. Esse desejo ganhou um novo impulso a partir das mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19.

Diante da obrigatoriedade de isolamento social, ainda que não estivessem preparadas, as empresas tiveram de migrar para o trabalho remoto. Ou seja, mesmo que não planejassem atender as demandas das novas gerações e ampliar a adoção do home office, essas organizações não tiveram escolha.

E mais do que uma tendência passageira, o home office se consolida como uma característica do futuro do trabalho. Diversas empresas já manifestaram a intenção de seguir com esse modelo mesmo quando não houver mais a obrigatoriedade de isolamento provocada pela pandemia.

Essa tendência não configura apenas um movimento das empresas, mas também uma forma de atender a uma nova demanda dos próprios trabalhadores. De acordo com pesquisa da Robert Half, 61% dos profissionais empregados não aceitariam proposta de trabalho que não incluísse o home office.

Ouça a entrevista de Fabile Migon, VP of People & Culture da Zoop, e saiba como o RH deve se preparar para enfrentar momentos de crise como na pandemia:

Aumento da demanda por home office

Na pesquisa, realizada entre os dias 20 e 31 de julho de 2020, foram ouvidos 620 profissionais brasileiros. Desse total, apenas 35% trabalhavam em home office antes da pandemia de Covid-19.

A pesquisa mostrou que mudança na percepção em relação ao trabalho remoto. Entre os que estão empregados, 80% passarão a considerar o home office como um modo de trabalho e não mais como um benefício, numa visão acompanhada por 77% dos desempregados. 

Os profissionais foram questionados se aceitariam proposta de trabalho de empresa que não oferecesse trabalho remoto de maneira parcial ou integral, com os seguintes resultados:

  • 39% dos empregados dizem que aceitariam;
  • 50% dos empregados dizem que aceitariam apenas se não tivessem escolha;
  • 11% dos empregados não aceitariam por não conseguir mais voltar à antiga realidade;
  • 68% dos desempregados dizem que aceitariam;
  • 29% dos desempregados dizem que aceitariam apenas se não tivessem escolha; 
  • 3% dos desempregados não aceitariam por não conseguir mais voltar à antiga realidade.

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Benefícios ligados ao home office são diferencial na atração de talentos

No recrutamento de novos talentos, a simples oferta de home office pode não ser suficiente para atrair um profissional que tenha mais de uma proposta. Além de poder trabalhar remotamente, as pessoas agora esperam que os benefícios oferecidos pelos seus empregadores ajudem a pagar despesas geradas pelo trabalho em casa. 

Uma pesquisa realizada pela Sodexo Benefícios e Incentivos, entre junho e julho, com mais de 7.700 pessoas em todo o Brasil, aponta que os benefícios mais desejados por quem está no home office são

  • auxílio para pagar internet: 24% 
  • auxílio para pagar luz: 17% 

Anteriormente, esses gastos ficavam por conta das empresas. Agora, os colaboradores esperam que o dinheiro economizado com a diminuição dos custos operacionais nas organizações que adotam o home office seja revertido em benefícios. 

Embora não seja uma obrigação das empresas, aquelas que oferecerem ajuda para montar um home office tendem a se diferenciar no momento da contratação. O auxílio com a entrega de uma cadeira ergonômica e ferramentas de trabalho é agora mais valorizado pelos colaboradores. 

A pesquisa da Robert Half, citada anteriormente, indica que estacionamento e vale-transporte deixaram a lista de benefícios mais desejados. Atualmente, os benefícios considerados mais importantes são:

  • Assistência médica
  • Vale-refeição
  • Vale-alimentação;
  • Assistência odontológica;
  • Aportes na previdência por parte da empresa;
  • Notebook;
  • Auxílio financeiro para montar o home office (internet/mobiliário).

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Flexibilidade nos benefícios

A pesquisa da Sodexo Benefícios e Incentivos indicou que 95% dos entrevistados gostariam de ter autonomia para usar os valores de benefícios como quisessem.

Diante das novas demandas dos colaboradores, a Sodexo mudou o seu produto. Foi criado um cartão que permite às empresas fornecer outros benefícios além dos tradicionais, como auxílio a internet e energia elétrica, farmácia, viagens, incentivos e despesas corporativas.

Ao contratar um serviço de benefício flexível, as organizações determinam um valor disponível para o funcionário e em quais áreas ele pode utilizá-lo: alimentação, saúde, educação, refeição, mobilidade e, mais recentemente, auxílio home office.

Em meio às mudanças para atender as solicitações de seus colaboradores, as empresas devem ficar atentas às suas obrigações legais. A legislação trabalhista indica que, ao adotar o trabalho remoto, as empresas podem suspender o vale-transporte, já que os funcionários não precisam se deslocar até a empresa. Porém, benefícios como plano de saúde, seguro de vida e vale-refeição e alimentação devem ser mantidos se estavam previstos em contrato.

Além disso, a lei trabalhista determina que o empregador deverá instruir os empregados sobre regras de saúde, ergonomia e de segurança do trabalho. Em contrapartida, o colaborador deverá assinar um termo de responsabilidade comprometendo-se a seguir as orientações da empresa.

Durante a pandemia, algumas empresas criaram ainda programas de apoio psicológico aos funcionários e aumentaram a flexibilidade de horários para aqueles que precisam cuidar dos filhos durante o horário em que, normalmente, estariam trabalhando.

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