Depois de longos anos assolados pela pandemia do Covid-19, o mundo se deparou com uma disputa econômica e política entre duas importantes potências mundiais: Rússia e Ucrânia, o que colaborou e muito para a alta da Selic aqui no Brasil, assim como a inflação no mundo todo. O fato é que os dois países são

Depois de longos anos assolados pela pandemia do Covid-19, o mundo se deparou com uma disputa econômica e política entre duas importantes potências mundiais: Rússia e Ucrânia, o que colaborou e muito para a alta da Selic aqui no Brasil, assim como a inflação no mundo todo.

O fato é que os dois países são grandes exportadores de commodities, como milho, petróleo, alumínio, grãos e outras matérias-primas que são responsáveis pelo consumo e produção de bens em todo o mundo.

Em resposta às oscilações do mercado internacional, aqui no Brasil a taxa Selic – taxa básica de juros da economia brasileira, que influencia o juros de todas as operações financeiras no País e responsável por controlar a inflação – disparou, chegando a 11,75% a.a. em busca de garantir a estabilidade financeira do país.

Para entender melhor essa ação e os efeitos da alta da Selic nos seus investimentos e na economia nacional, continue neste artigo, pois vamos te explicar todos os pontos importantes sobre a maior alta da Selic em anos.

Como funciona a taxa Selic?

O termo Selic é uma sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, que nada mais é do que o sistema informatizado que gerencia todas as operações que envolvem títulos públicos.

O COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil, é o responsável por reavaliar a cada 45 dias o cenário econômico mundial, de forma a definir se a taxa da Selic sobe, se mantém ou diminui, a depender das movimentações da inflação.

Ou seja, quanto mais alta é a inflação, maior é a taxa da Selic e assim, quanto mais baixa é a inflação, menor é a Selic. Essa movimentação funciona para estabilizar a economia, como já dissemos, e na prática atua como uma balança que norteia os preços dos produtos e o poder de compra.

Engana-se quem pensa que a alta da Selic só interfere nos investimentos e na rotina das empresas. As pessoas físicas, o comércio e seu poder de consumo têm  total ligação com as oscilações da inflação e com a alta da Selic.

O que precisamos compreender, é que o COPOM não define uma taxa a ser seguida, ele apenas estipula metas para a Selic e o Bacen influencia o mercado através da compra e venda de títulos públicos.

Por exemplo, digamos que um título público custe hoje no mercado R$ 800 e promete pagar R$ 1000 daqui um ano. Isso quer dizer que os juros desse título são de R$ 200 reais ou de 25% em um ano. 

Se o Banco Central quer fazer essa taxa subir, ele aumenta a oferta de títulos no mercado e pela lei da oferta e da demanda o preço cai, aumentando o volume de compra graças ao valor reduzido. 

Com isso, aumenta a diferença entre o dinheiro investido e o que vai ser recebido no futuro, ou seja, aumentam os juros e o Bacen induz assim uma nova taxa Selic, mais alta.

Porém, se o Banco Central quiser baixar a taxa, ele compra títulos públicos, aumentando a demanda e o preço, os novos juros, portanto, ficarão mais baixos.

Qual o impacto da alta da Selic nos investimentos?

Uma premissa básica do mercado é que a taxa de juros varia de acordo com o prazo e com o risco de inadimplência de um empréstimo. Quanto mais longo o empréstimo e quanto menos certeza o credor tem de ver o seu dinheiro de volta, maior é a taxa de juros cobrada.

O empréstimo de um dia de um banco ao outro, lastreado em títulos públicos, é uma operação de baixo risco, por isso a Selic é chamada de taxa básica da economia. O banco usa essa taxa para calcular os empréstimos mais arriscados, pois se a Selic sobe, as outras taxas sobem também, se a Selic cai, as outras caem junto.

Neste contexto, existem dois impactos diferentes da alta da Selic nos seus investimentos. O primeiro se refere especificamente aos diferentes perfis de investidores, que vivenciam situações diferentes também neste cenário elevado.

Para os mais conservadores e que operam com investimentos em renda fixa, esse é um momento muito bom para investimentos, como o Tesouro Direto, por exemplo. Esse é o período de maior alta da Selic em 5 anos e com esse impulso a rentabilidade da renda fixa aumenta, elevando as oportunidades de investimento.

Já no caso dos investimentos em renda variável, a situação não é assim tão favorável. Os investimentos mais arriscados deixam de ser tão atrativos e se tornam perigosos e incertos, muito além do que é aconselhável em momentos como esse.

Por isso, com a alta da Selic, quem aplica em renda variável pode notar uma maior volatilidade em seus investimentos.

Um segundo impacto da alta da Selic é o valor justo sobre suas ações em empresas, pois as dívidas significativas adquiridas assumem um juros mais elevado, tornando-se mais caras.

Onde investir com a alta da Selic?

Com certeza você deve estar se perguntando “onde investir com a alta da Selic?”, afinal a instabilidade do mercado parece um grande risco para pequenos e grandes investidores. 

Pensando nisso, listamos para você dois investimentos muito interessantes neste período e que prometem trazer os anos de ouro de volta aos conservadores. Porém, se você está longe desse perfil, é o momento de rever sua estratégia e quem sabe adotar uma postura mais passiva para garantir a estabilidade das suas aplicações.

Tesouro Selic

Entre todos os títulos públicos, o Tesouro Selic é o mais indicado para investimentos, principalmente para reservas de emergência. Isso se dá porque para os demais (IPCA e Prefixado) o resgate antecipado do dinheiro pode acarretar perdas.

São as aplicações mais seguras do mercado, pois mesmo não tendo a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), são protegidas e asseguradas pelo Governo Federal.

CDB IPCA

Perfeito para prazos mais longos, protegendo seu poder de compra futuro, ideal para momentos de instabilidade econômica mundial. Além disso, conta com a proteção do FGC, garantindo as aplicações seguras por parte das instituições financeiras.

Aproveite e confira:

Descubra quais os melhores investimentos para aproveitar a alta da Selic!

Conclusão

A alta da Selic impacta diversas áreas da sociedade e as previsões para as próximas reavaliações do COPOM são de novos aumentos, afinal a inflação ainda parece não apresentar sinais de estabilidade. 

Neste sentido, com as novas altas que devem ser aplicadas logo mais, a tendência é aumentar todas as demais taxas de juros da economia.

Esse é o período ideal para quem busca aprender mais sobre o mercado financeiro e investimentos variados. A economia mundial está em constante mudança e para se adaptar a novas realidades é preciso compreender o cenário como um todo.

Para te ajudar, indicamos um conteúdo que irá ampliar seus conhecimentos e te deixar ainda mais atualizado sobre as oscilações do mercado, a alta da Selic e os investimentos mais adequados para este período.

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