Empreendedorismo na Ciência: como funciona este mercado? Empreender envolve sobretudo criação de novos negócios através de um pensamento inovador e ações que levem a um bom retorno financeiro. Entretanto, quando aliado ao setor científico – principalmente o setor da saúde – este termo pode ganhar novos significados, como: criar novos negócios que contribuam para o

Empreendedorismo na Ciência: como funciona este mercado? Empreender envolve sobretudo criação de novos negócios através de um pensamento inovador e ações que levem a um bom retorno financeiro. Entretanto, quando aliado ao setor científico – principalmente o setor da saúde – este termo pode ganhar novos significados, como: criar novos negócios que contribuam para o bem-estar geral da população. 

 

Vejamos então a seguir o que envolve o setor da ciência, como está o mercado de trabalho da área e como é possível empreender dentro deste setor. Confira!  

 

O Setor da Ciência e seus diferentes ramos

 

De acordo com a UNESCO, “a ciência é um conjunto de conhecimentos organizados sobre os mecanismos de causalidade dos fatos observáveis, obtidos através do estudo objetivo dos fenômenos empíricos”. Já para os autores Para Lakatos e Marconi (2008), definição de ciência seria pautada naquela de Ander-Egg, em que a ciência é ‘‘todo um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis, que fazem referência a objetos de uma mesma natureza’’.

 

Seja qual for a definição, é inegável que a Ciência é responsável por combinar estudos teóricos à experimentos práticos, e que o setor abrange uma grande diversidade de áreas, como: ciências biológicas, as ciências tecnológicas, ciências da natureza e outras. A grande questão que surge é, como será que funciona cada uma? Vejamos, então, um pouco sobre algumas destas:

  • Ciências biológicas: são os saberes que envolvem o estudo de todos os seres vivos – desde humanos, animais, plantas, vírus e até bactérias e outros organismos. Ou seja, envolvem a aplicação da biologia como ciência, com foco no estudo do funcionamento dos organismos vivos (reprodução, sistemas, evolução, origem e entre outros), realização de estudos clínicos, análises e desenvolvimento de projetos científicos;
  • Ciências tecnológicas: Uma das ciências que surgiu a partir do desenvolvimento dos sistemas de tecnologia e internet, como o próprio nome sugere. Sendo um campo destinado ao raciocínio lógico e abrangendo as áreas de física e matemática. Ou seja,  é um tópico interdisciplinar que abrange ciência, tecnologia e suas interações com a inovação. 
  • Ciências da natureza: Também conhecida como ciências naturais, é a parte que engloba todas as temáticas científicas destinadas ao estudo da natureza, tratando principalmente das variáveis ligadas à terra, solo e meio ambiente no geral. Biologia, geografia, química, geologia e física são as principais áreas deste campo, uma vez que todas elas pautam as suas teorias e estudos em fenômenos encontrados no universo.

  

 

Ciências Biológicas e o Mercado de trabalho 

 

Adentrando mais especificamente no mundo das ciências biológicas, e analisando o mercado de trabalho,  nos deparamos com uma grande maioria de estudantes que optam pela habilitação de licenciatura, segundo o Censo da Educação Superior realizado em 2017: “Cerca de 70% dos alunos formados em ciências biológicas nos últimos anos optaram pela licenciatura, e deixaram em segundo plano o bacharelado”. Isso ocorre principalmente, porque a licenciatura permite uma entrada mais rápida no mercado, a partir da carreira acadêmica, e também permite a possibilidade de lecionar de forma ‘independente’,  em escolas de educação básica, em projetos de educação não formal como em parques e museus. 

 

Há também os alunos que preferem dar continuidade aos estudos, e encontram o caminho das especializações, como a especialização, por exemplo, em Biotecnologia, onde lidam diretamente com a interação de disciplinas de ciências biológicas e ciências tecnológicas dentro do ambiente de laboratórios, indústrias químicas, farmacêuticas, cosméticas e alimentícias. Tais profissionais focam principalmente em desenvolver estudos e técnicas de melhoramento genético, biologia molecular, terapia genômica, cultivo celular e bioinformática. 

 

Entretanto, apesar de óbvias e acessíveis, a vida acadêmica e laboratorial não são os únicos caminhos para quem deseja se dedicar a estes setores da ciência, há também uma nova possibilidade surgindo no mercado: o empreendedorismo.   

 

Como empreender no Setor da Ciência?

 

Com as constantes mudanças climáticas e globais vivenciadas pelos cientistas e pesquisadores durante os seus estudos, o espírito de inquietude ganha espaço ao encontrar possibilidades de empreender. Assim surge, o empreendedorismo na ciência: como forma de resposta aos desafios encontrados na saúde, no meio ambiente, na desigualdade social, nas mudanças climáticas e muitos outros locais, que precisam de uma solução. 

 

Há uma série de formas de empreender, entre elas, temos:

 

  • Investir em pesquisas independentes;
  • Desenvolver materiais (ebooks, vídeos, livros) sobre educação ou pesquisas da área biológica;
  • Criação de um laboratório de pesquisa para financiar projetos científicos;
  • Criar escolas que desenvolvam temáticas sobre a ciência;

 

Assim, a ciência dá cada vez mais passos em direção a novas áreas e mercados de atuação, sempre em busca de promover melhorias na sociedade e no meio ambiente.  

Gostou desse conteúdo? Para mais informações sobre o setor científico e tecnológico, acompanhe o podcast Momento Ciência da Thermo Fisher!

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