Confira a entrevista com Romualdo da Silva, da CRMThink, e saiba mais sobre a importância de um CRM para a sua empresa

Sua empresa conhece, detalhadamente, a jornada de todos os consumidores? É capaz de identificar quais passos devem ser cumpridos para levá-los a concluir uma compra? Esses objetivos ficam mais próximos quando é utilizado um CRM.

CRM é a sigla para Customer Relationship Management. Essa ferramenta envolve o conjunto de práticas, estratégias de negócio e tecnologias focadas no relacionamento com o cliente.

Para detalhar a importância de um CRM para o negócio, conversamos com Romualdo da Silva, diretor da CRMThink, parceira da plataforma Bitrix24 no Brasil.

 

Para ouvir a 21ª edição do Digicast, basta usar o player acima. Se preferir, você pode ler a transcrição da entrevista feita por Pedro Renan, CEO da Digilandia, logo abaixo.

Olá! Bem-vindos ao 21º episódio do Digicast. Sou Pedro Renan, CEO da Digilandia e da Agência Papoca e seu host. 

Hoje, estou muito feliz. Recebo um empreendedor que admiro bastante, o Romualdo da Silva, da CRMThink, para falar se CRM é mesmo vital para o sucesso de uma empresa.

Seja muito bem-vindo, Romualdo!

Oi, Pedro. Obrigado pelo espaço. Cheguei aqui também por ser um um ouvinte. Ouvi alguns episódios e gostei muito do projeto. Parabéns pelo projeto e obrigado pelo convite.

Fico muito feliz. Realmente, foi curioso você ter escutado, gostado e ter vindo aqui. Isso que é legal do podcast e do movimento, conhecer novas pessoas e trocar experiências.

Já começando, muita gente acha que não precisa de CRM. Outras pessoas acreditam que têm um CRM, mas, na verdade, não entendem nada do usuário final. 

Qual o ponto para ser analisado para saber, de fato, se a gente precisa de um CRM? E qual o nível de profundidade que devemos olhar ali?

Trabalho com CRM desde 1998. Já estive dos dois lados. A empresa que comecei foi uma das primeiras do Brasil a ter uma solução. Fiquei muito tempo trabalhando como consultor. Depois, fui para a área comercial, o que é quase um caminho natural de quem está perto de CRM. Recentemente, há pouco mais de três anos, estou com minha empresa.

Estive dos dois lados da mesa. Então, tenho o olhar dos dois lados. Muita gente quando olha para CRM, que mudou ao longo do tempo, quer para vender mais. Mas a pergunta que faço é se você não está perdendo venda por não ter um CRM. 

Se você tiver um sistema de CRM bem elaborado, você pode fazer de várias formas. O mercado tem várias soluções, inclusive várias gratuitas. E o CRM é fundamental para fazer uma análise precisa e não perder uma venda, para saber o timing de entrar em contato com o lead. E, principalmente, para ter informações reais e precisas dos seus clientes e leads.

Vemos muitos dados dispersos. Vemos empresas em que cada um tem seu Excel, com os dados do cliente, com informações da venda. E, muitas vezes, o gestor não sabe nem o que está acontecendo. Ele só sabe que uma venda vai acabar acontecendo quando já está no final.

E aí ele não tem previsibilidade, trabalha no escuro. A Mãe Dináh, infelizmente, já não está mais com a gente. Não tem mais a Mãe Dináh para fazer a previsibilidade, precisa de ferramenta.

Vejo que o CRM é um agente importante para essa questão. É a ferramenta ideal para que você possa usá-la dentro do negócio, para ser mais assertivo e ter gestão melhor do relacionamento com o cliente. Isso continua muito forte no conceito. 

Principalmente num momento como este, quanto mais cirúrgico você for, é bem provável que não perca a venda.

A consequência de aumentar as vendas, também acredito que aconteça com o CRM. Mas se você tiver um CRM bem estruturado, você para de perder a venda. Esse é um olhar que tenho.

Concordo 100%. No episódio 8, em que falei com o Carmelo, da Fanatee, sobre lições básicas de negócios, uma das coisas que ele fala muito é que precisa conhecer seu usuário. Ele faz uma analogia que é o dono da bodega e tem a barriga no balcão. É aquela pessoa que sabe o número exato das compras, no caderninho mesmo. Está ali constantemente. Como você falou, muitas vezes, a gente não faz a menor ideia. 

E uma coisa que é bacana, que falamos no episódio 2, com o Alan, da Phidata, sobre transformação digital, é como algumas coisas mainstream acabam tendo concepção errada. As pessoas pedem machine learning ou BI como se fosse um produto do supermercado. E com CRM, acho que é a mesma coisa. 

A ferramenta é muito importante, mas se há um monte de dados e números dispersos, sem uma cultura para preservar isso, é difícil que a ferramenta por si só resolva os problemas.

Concordo com essa opinião. É um pouco do modismo. É normal, mas tudo vai se encaixando ao longo do tempo. Como empreendedor ou até como gerente comercial, ou até vendedor mesmo. O mais beneficiado com o CRM é o vendedor. Para a empresa, é só uma consequência.

Se o vendedor tiver 20 oportunidades, ele não vai lembrar. Depois da 12ª, ele já não lembra quando é para ligar, quando foi que falou pela última vez ou em que momento está a venda. 

O CRM cai como uma luva para o vendedor. Se o vendedor entender isso, temos casos que o vendedor provoca a empresa a ter o CRM.

Sempre brinco que o CRM é bom para o vendedor e acaba sendo excelente para a empresa, que ganha com isso.

Gosto muito de rap e tem uma música do Sabotage em que ele fala que existem três tipos de gente: as que não sabem o que acontece, as que imaginam o que acontece e as que fazem acontecer. Se você não quer estar nos grupos das que não sabem o que acontece ou que imaginam, tenha um CRM.

Um dos maiores orgulhos que tenho na minha vida foi ter conhecido o Sabotage. Nasci em São Paulo, na periferia. Em 1987, eu ia na São Bento, e a cultura hip hop foi importante para a minha formação como ser humano.

Trabalhei com vários rappers. A minha formação como carreira passou pelo rap. Muitos rappers continuam meus amigos pessoais ainda. Continuo ouvindo rap. Aprendi a ouvir outro tipo de música depois de adulto. Na minha juventude inteira, ouvi, praticamente, só black music. E um dos orgulhos que tenho foi ter conhecido o Sabotage.

No dia que ele morreu, foi aniversário de São Paulo. Eu já morava em Joinville e foi triste pra caramba. E foi um dos caras mais talentosos que conheci.

Fiquei de queixo caído. Sou muito fã do Sabotage. Cresci ouvindo rap. O rap, literalmente, salvou minha vida. As músicas, as letras fazem parte da minha formação. Cresci ouvindo Sabotage, RZO, Racionais. Minha vida é toda essa.

Nasci no Pico do Jaraguá, que é o bairro vizinho a Pirituba. O Sandrão, RZO, era amigo do meu irmão mais velho. Depois de muito tempo, estive com o Sandrão quando trabalhei efetivamente com o rap.

Para se ter uma ideia de até onde fui com o rap, o Nuno Mendes, que é do Espaço Rap da 105, foi meu sócio. Só aí você já vai entender a profundidade que consegui. 

O rap foi um dos grande empreendimentos que já fiz. Já tive um escritório de música e tudo mais. Isso aí cabe até em outro podcast.

Vamos ter de gravar outro. Só para aproveitar o registro e falar um pouco dos meus ídolos. Acho difícil chegar até ele, mas hoje escuto muito Don L, que é um cara do Ceará. Black Alien, Djonga, gosto muito.

É uma nova galera. Black Alien é o que ouço mais. Hoje, ouço muito Emicida. É um cara que me inspira.

Inclusive, uma fala dele é minha inspiração, que é: jamais volte para a sua quebrada de mente e mãos vazias. Isso é uma coisa que levo para mim, que é importante, porque temos essa raiz.

Toda hora que me desanimo, olho para isso. Lá na minha quebrada, de onde vim, talvez tenha gente que se inspire em mim. Não posso voltar de mãos vazias.

Emicida é um monstro. Emicida, Criolo… Os caras são muito bons.

Voltando um pouco, quais os maiores desafios que a CRMThink encontra para mostrar para as empresas que ter esse controle dos usuários e conhecê-los de ponta a ponta pode ser game changing para o vendedor e para a empresa como um todo.

Isso é um negócio até um pouco complexo. É claro que, hoje em dia, tem muito conteúdo, e isso ajuda bastante. Mas percebo que é, muitas vezes, difícil penetrar na cultura da empresa. Às vezes, a empresa tem uma cultura que não muda, e isso é muito difícil.

E outro lance que respeitamos muito aqui dentro é a maturidade da empresa. Às vezes,  a empresa não está num momento de entrar com uma ferramenta de CRM. Mas quando está no timing, é muito importante. Aí, ela entende que o CRM vai mudar o jogo e muitos aspectos. Ela pode até colher muito rápido. Se ela estiver com maturidade certa e no timing certo, pode ser um grande diferencial. 

Mas, de fato, não é fácil. É um desafio. Qualquer empresa que trabalha com tecnologia transformadora, é difícil, porque aquilo é legal para o mercado, tem gente que já está tirando proveito e tem gente que está atrás. É normal. 

É como uma corrida, em que cada um tem seu ritmo. Tem gente que corre um pouco mais rápido e tem gente que vem atrás. Isso faz parte do jogo.

É preciso respeitar o grau de maturidade de cada empresa. Isso é algo que olho com bastante carinho.

Costumamos brincar que queremos trazer a vida como ela é e trazer os desafios de empreender. Passar a parte glamourosa, mas a parte real, porque, normalmente, tem menos glamour do que se propaga.

Pensando nisso, qual que foi o maior erro que você cometeu ao longo desses anos e que também te moldou como pessoa e como empreendedor?

Já tive outros negócios. A CRMThink não é meu primeiro negócio. Mas acho que não estava maduro em alguns negócios. E uma coisa que foi um erro grande foi não buscar ajuda, não ouvir as pessoas, não ouvir seu time.

Quando você entende que precisa ter ao seu lado gente que complemente muitas das habilidades que você não tem, tudo muda. Não é questão de arrogância. É questão de maturidade.

Ao longo do tempo, em muitas decisões que tomei, não pedi ajuda. Eu não ouvi as pessoas. E isso tento mudar.

Vou ser bem honesto. Não é uma desculpa, mas tenho origem periférica. Não era o melhor aluno da sala. Sempre fui um cara mediano. E ninguém me falou que eu deveria empreender. Fui preparado para fazer alguma coisa que já estivesse pronta. Não tive a cabeça de empreendedor.

Na minha jornada, amadureci, cresci, busquei muita ajuda em livros. O rap foi uma inspiração. E hoje, tento não cometer o erro de não pedir ajuda. Ao longo do tempo, fiz pouco isso.

Quando estava em situação complexa e sabia que poderia ser um divisor, não sentei com uma pessoa para saber o que ela já fez quando teve o mesmo problema. Às vezes, as pessoas mais adultas até tentam ajudar, mas somos imaturos e não ouvimos. Esse foi um dos erros.

Hoje, é fácil falar. Estou preparado para falar, mas não é fácil para quem está no meio do caminho. Às vezes, a gente acha que sabe mais do que sabe. Achar que vamos fazer igual ao que alguém já fez não é verdade. Fui aprendendo ao longo dessa jornada.

Isso é muito genial. Faz muito pouco tempo que passei exatamente pela mesma coisa. E pouco tempo é pouco tempo mesmo, um ano ou um ano e meio. 

Era uma pessoa muito fechada, que não pedia ajuda e queria resolver as coisas  todas sozinho. Não era ego, mas alguns traumas de infância que você carrega e moldam sua personalidade. Por um motivo que aconteceu comigo de várias coisas que aconteceram quando era menor, criei uma resistência em pedir ajuda e achava que tinha de resolver sozinho, porque o mundo não ia me ajudar. 

Isso complica muito a nossa vida, porque, claramente, não somos preparados para resolver tudo. E, muito menos, para resolver tudo sozinho. 

Lembro que estava passando por um momento muito delicado da minha vida, e um dos meus melhores amigos falou uma coisa que mudou radicalmente minha vida. Ele falou que leu o livro Sapiens e recomendou que eu lesse.

Basicamente, existiam os Neandertais que dominavam tudo, eram mais fortes, altos, musculosos, resistentes ao frio, ao calor e à fome. E tinham os Sapiens, que eram em menor número, mais franzinos, e eles conseguiram ganhar a guerra, dominaram e hoje nossa espécie é essa. 

E a vantagem maior que tinham era que eles conseguiam se comunicar. Portanto, eles se falavam entre eles, pediam ajuda, montava estratégias e os outros não conseguiam se comunicar. Portanto, se comunique.

Desde então, comecei a absurdamente pedir ajudar, a me comunicar e minha vida se tornou muito mais fácil.

De novo, não é desculpa, mas questão de educação. Eu não tive hábito de leitura. Os livros foram algo que mudaram minha mente ao longo desse tempo. Eles abrem demais a nossa mente e aprendemos demais. 

Se você não tenha hábito de leitura, repense, porque livros fazem diferença absurda na nossa vida.

Por isso, criamos o Clube da Leitura. Peço aos convidados darem dicas de livros de qualquer assunto, porque não são só livros de negócios que mudam nossa vida. Histórias das pessoas, livros fictícios, tudo isso vai deixando a gente com criatividade maior, com ideias e pensamentos. 

Para mim, o rap também é muito isso. Há muitas referências nas letras que não entendo. Vou buscar, acabando conhecendo várias outras coisas e adquirindo cultura através da letra.

Principalmente, para mim, que sou um pouco distante do rap, fui privilegiado no sentido financeiro, sou branco e etc, mas me identifico tanto que há coisas que não fizeram parte da minha realidade. Tento buscar, justamente, para compreender e ter empatia. Isso me torna uma pessoa melhor, porque tento entrar na realidade do outro que, dificilmente, será minha realidade pelos privilégios que tenho.

Falando de podcast, no episódio 16, falei com a Ana, e abordamos liderança feminina e desigualdades sociais. Falamos mais sobre esses temas. É um podcast bem legal também.

Voltando, falamos do maior erro. E, ao longo, desses anos, qual foi o dia mais difícil como empreendedor? Aquele que dia que vem a mente.

Não sei o dia, mas é o momento. Quando a gente começa em qualquer negócio e está sozinho, você vende, entrega e vai crescendo aos pouquinhos.

Quando me dei conta que virei o problema e a solução ao mesmo tempo da empresa, foi um momento difícil, porque tinha de tomar algumas decisões.

Quando quero dizer que você é ao mesmo tempo o problema e a solução, significa que tudo passa demais por você. Se está, você resolve. Se não está, vira treta.

Foi de novo o lance de pedir ajuda. Hoje em dia, conservo algumas pessoas que peço ajuda. Liguei para uma delas, que é meu cliente e meu parceiro. Questionei o que ele fez quando aconteceu isso com ele. E foi muito importante, porque segui na mesma linha e foi muito assertivo. 

Os momentos difíceis, como falta de grana, existem também, mas fazem parte do negócio. Há momentos que são mais difíceis, mas acredito muito que Deus vai cuidando. Mas tem os momentos delicados.

E esse foi um momento delicado para mim, de entender a virada de chave, que o negócio tinha tomado corpo e não poderia depender tanto de mim. Eu precisava virar a chave e olhar diferente para poder crescer.

Foi importante ter falado com as pessoas, ter essa mentoria. E eu tomei as decisões certas. Foi bem importante esse momento, que ficou marcado para mim. 

Iria perguntar qual foi seu maior acerto. Você acha que está ligado a essa transição?

O maior acerto é ouvir as pessoas. Olhando este negócio, em que estou feliz, primeiro é estar com as pessoas certas do nosso lado. Isso também faz uma diferença absurda.

Tenho um time muito bom, com pessoas especiais, que demonstram isso para mim. Sinto essa empatia, esse carinho um com o outro. 

São três pontos que ligo: ter as pessoas certas ao lado, pedir ajuda… E pedir ajuda é engraçado. Às vezes, tem um cara ao seu lado que é seu amigo, seu parceiro, que você admira. Chegue até ele e fala que precisa de ajuda. Acho muito difícil alguém dizer não.

Ter as pessoas ao lado foi um acerto. Mantenho pessoas que ligo para tomar decisões estratégicas.

E outro ponto, que é o terceiro, é não abrir mão da estratégia que criei desde o começo da empresa. Tínhamos uma linha de raciocínio desde o começo, e ela se mantém até hoje. Fazemos os ajustes necessários, mas existe uma linha mestra.

E essa estratégia, sentamos em cima dela, acreditamos nela e fomos em frente. Não existe estratégia certa ou errada, mas aquela em que você aposta. Se apostou e está dando certo, as pessoas vão falar que o terreno do vizinho é mais verde, mas, se está certo, acredite, porque a parada vai dar certo. Vejo gente que fica no meio do caminho porque desiste. Ela tem uma estratégia e abre mão em qualquer vento.

Para mim, os três pontos importantes são: ter as pessoas certas ao lado, ter mentoria e não abrir mão da estratégia em que você confia e acredita.

Concordo bastante. Só um lance de pedir ajuda, muitas vezes temos dificuldade grande em ser vulnerável.

É simples, mas é fundamental. A gente, principalmente homem, tem essa dificuldade por vários motivos. Educação, cultura… Isso trava demais a gente.

É isso. Somos criados dessa maneira. Normalmente, você terá ali um contexto em que ser vulnerável é ser fraco. É ruim, mas, na verdade, você tem oportunidades de, ao ser vulnerável, ser muito mais forte. 

Para mim, isso inclui fazer terapia. É conversar com os amigos, pedir ajuda. Tem até um documentário muito bom na Netflix da Brené Brown, que é só sobre vulnerabilidade. É muito bom e ajuda bastante nesse sentido de ser mais vulnerável sem ter medo.

 

Avançando um pouquinho aqui, de forma mais prática, quais as cinco principais dicas que você daria para quem deseja implementar um CRM na empresa? Posso separar em duas perguntas: para quem quer implementar um e para quem quer aprimorar.

As respostas são um pouco convergentes, porque acredito em algumas linhas.

O primeiro é ter processo, revisar processo. Automatizar algo que já é ruim é só fazer algo ruim de forma automática.

Automatizar é pegar seu processo, desenhar ainda que seja num papel de pão, porque você tira uma fotografia de como funciona o seu processo. Ali, você pode olhar e ver onde ajustar. E, assim, levará o processo novo para o CRM.

Portanto, pense num processo, principalmente quem já tem. Se você parar para rever seu processo, é bem provável que você consiga evoluir bastante.

Outra coisa que é um aspecto bem importante e é uma questão pessoal minha é que acho que ferramenta é empatia. Às vezes, há uma ferramenta que você gosta e eu não gosto. 

As pessoas se apegam demais à questão da ferramenta. Se a sua empresa tem um CRM que, por algum motivo, casa demais com a estrutura da sua empresa e com a cultura, use aquele. Não há problema nenhum.

Na hora de escolher a ferramenta, é legal ter essa empatia e entender qual é a ferramenta que casa melhor com o momento da sua empresa, com o nível de maturidade e o bolso da sua empresa. Há ferramentas de todos os preços e tamanhos.

Essa escolha passa a ser importante, porque, ao adotarem dentro da empresa, as pessoas vão gostar e se sentir donas daquilo que ajudaram a escolher.

Outro ponto é envolver as pessoas no processo. Às vezes, o diretor não está no operacional, mas só no estratégico. Quanto mais você envolver as pessoas certas nesse processo, a probabilidade de desenhar um processo de CRM assertivo é muito maior.  

Há três aspectos sempre: operacional, tático e estratégico. E quem está ali no front vai ajudar muito com a parte operacional. Portanto, acredito muito nesse envolvimento.

Um outro ponto é fazer gestão, porque não adianta colocar uma ferramenta e nunca fazer gestão. Você investe no CRM, começa a usar, envolve seu time, mas nunca olha para o CRM e nunca traz para uma reunião.

E por último, tem de tomar cuidado com modismo.O que quero dizer? Tem ferramenta que é moda. Às vezes, o que cabe para uma empresa não cabe para outro. Um pode ter mais bolso ou um nível de maturidade maior. Portanto, tem de haver cuidado para encaixar algo que encaixe na sua empresa.

Então, os pontos são: consigo revisar processos, entender a ferramenta certa no momento certo, ter uma gestão e esse cuidado com a escolha para não cair no modismo.

Podem haver outros pontos cruciais, mas esses caem bem para ambos, tanto para quem quer começar a implementar quanto para quem já tem algo dentro de casa.

Essa parte de envolver as pessoas e do modismo, acho muito relevantes. Apenas para agregar, é normal ver isso. Vejo CEOs tomando muitas decisões que impactam no cliente final sem falar com o time de atendimento, que, certamente, conhecem muito melhor o consumidor que o CEO, porque é quem está na frente do negócio, é quem está ouvindo reclamação. 

E a mesma coisa vale para os vendedores. Há gerentes que nem participam do fluxo, não sabem como é o processo e o pipeline e sugerem ferramenta que não tem o que vendedor precisa. 

É engraçado. A minha empresa representa uma marca X e não estou aqui defendendo uma marca X ou produto X. Estou defendendo que escolha como carinho, como escolho um carro. Há marcas de carro pelas quais não tenho empatia e talvez nunca compre. E há duas que gosto pra caramba.

Uma coisa que brinco aqui é que, dependendo do movimento que a empresa faz, ela liga o departamento de prevenção à venda. Às vezes, você até tinha o vendedor que performava, fazia de qualquer jeito, mas vendia bem. Você entrega um CRM e ele para de vender. Você coloca um processo tão complicado que arrebenta a eficiência do cara. Aí brinco que as empresas ligam o departamento de prevenção à venda.

Não é defender uma ferramenta ou outro, tanto que aqui na Digilandia e no Clube de Descontos, você vai encontrar várias empresas concorrentes que oferecem os mesmos serviços. Aqui no podcast, já falamos com empresas que concorrem entre si. E a ideia é levar a melhor informação, para que você estude, avalie e escolha o ideal para você.

Entrando na parte final, que é mais descontraída, qual livro que você indicaria?

Pensei em dois livros. Um que li recentemente e outro que li no final do ano passado e que mexeram bastante comigo.

Um foi o Lado Difícil das Situações Difíceis. Acho que o Marcus, da Pluga, falou. Aliás, o Marcus é do rap e do skate.

Esse livro mexeu bastante comigo. É excepcional. Se você empreende ou quer empreender, você tem de ler esse livro.

O lado difícil das situações difíceis

E outro livro que mexeu muito comigo foi o da Michelle Obama. Gostei muito da história dela, que conecta muito com a minha vida. Inclusive, saiu um documentário sobre esse livro no Netflix.

É um livro mais extenso, mas que vale a leitura. Não estou falando de política, mas de ser humano. E são duas pessoas, a Michelle e o próprio marido, que têm uma história fantástica.

Indico esses dois livros.

Minha História de Michelle Obama

Excelentes indicações. No próximo tópico, que seria dica de filme ou série, saiu esse documentário e estou para ver. Curto muito a história deles. Estou assistindo ao documentário do Chicago Bulls, que conta a história do Michael Jordan.

Você teria algum outro para indicar?

Tem um filme que assisto mil vezes, que é o Coach Carter. É um filme que mexe bastante comigo. Filme, geralmente, de esporte e quem tem esse lado de superação mexe bastante comigo.

Já assisti a Coach Carter diversas vezes e é uma história maravilhosa de superação.

 

E tem uma série recente da Netflix, que é A Vida da Madam CJ Walker, que é bem legal. Há pitacos bem legais de empreendedorismo.

 

E o terceiro, para não me alongar muito, é Milagres do Paraíso. É um filme que mexe comigo. É um filme que se eu assistir 10 vezes, vou chorar 10 vezes e está tudo certo.

Esses três marcam muito.

 

Sou fanático por esportes, então sou bem suspeito sobre o Coach Carter, que é muito bom. Inclusive, temos a Agência Papoca com a Digilandia e outro blog nosso que se chama Esportelândia, que é só sobre esportes. Lá, também damos dicas de filmes e séries. 

Tentamos ser uma Wikipedia do esporte, então falamos de regras, como funciona, maiores vencedores e histórias. Falamos mais de 15 esportes. Tem muito filme e coisa legal para quem gosta de esporte.

Nessa mesma linha, há algum meio de conteúdo que você indicaria? Pode ser um outro podcast que você gosta de ouvir. Pode ser um blog ou Twitter…

Temos uma enxurrada de coisas de conteúdo. Sou muito fiel ao Twitter. Acho que é um meio muito rápido de saber das coisas. Chega o final do dia, navego na minha timeline do Twitter e já sei de muitas coisas. E muita gente se mantém no Twitter.

Ouço muito podcast. Tem alguns que gosto bastante, como Like a Boss, Nerdcast, Cast for Closers. Tem alguns também para estudar inglês. O Plain English, gosto bastante.

Tem um podcast que é mais novo de amigos de Floripa, que é o Uptech, sobre marketing e novidades de tecnologia.

E, por incrível que pareça, um outro meio que tenho usado muito por conta dos grupos é o Facebook. Ele virou moda, muita gente abandonou e agora ficou legal. Lá dentro, os grupos são muito ricos. A maioria dos assuntos que gosto estão em grupos. Participo de grupos de Growth Hacking e Bitrix. São muito ricos.

Você mencionou o Cast for Closers. No episódio 17, a gente entrevistou o Diego Cordovez, que é o host. Falamos muito sobre produtividade em vendas em times remotos e também sobre o podcast deles, que é campeão. Vale realmente ouvir. Eles receberam um prêmio como o melhor podcast do Brasil de vendas.

Falamos de muita coisa, desde rap, literatura, CRM… Teve alguma pergunta que não fiz e que você gostaria de deixar como mensagem final?

Adorei o bate-papo. Legal ter um assunto que nos conectou. Tenho muito orgulho de falar da minha vida e da minha infância. Temos de valorizar a nossa história, porque ela é única. Obrigado pelas perguntas.

Isso que você falou é muito legal. Estava numa reunião, e um cliente de São Paulo, pelo sotaque, me perguntou de onde sou. Falei que sou da terra da luz, da melhor cidade do Brasil, que é Fortaleza. Ele falou que legal que você defende. 

Tenho muito orgulho de onde eu vim, porque, independentemente de onde eu chegar, só estou aqui porque vim de algum canto. É importante não esquecermos das nossas origens. Não só do ponto de vista de lugar, mas das pessoas que estavam com a gente lá naqueles momentos mais difíceis. 

Para encerrar, um momento jabá. O espaço é todo seu!

Obrigado. Só para explicar. A nossa empresa leva CRM no nome. Somos hoje um parceiro importante na minha visão do Bitrix24 no Brasil. Estamos em Santa Catarina, mas temos atuado no Brasil e em outros países de língua portuguesa. 

Temos um foco grande no Bitrix24, que é uma plataforma que tem CRM, gestão de projetos e várias outras coisas. Quem quiser conferir, está lá nosso site crmthink.com.br.

E temos propósito bem claro, que é contribuir com o ecossistema Bitrix24 no Brasil. 

O Brasil é um dos maiores mercados. Há 6 milhões de usuários no mundo, e o Brasil está em terceiro lugar. Acredito que isso seja bem relevante.

Nessa linha de contribuir com o ecossistema, temos feito algumas coisas. Temos um podcast, que é o 24Cast. É semanal sobre o Bitrix. Geralmente, todas as quintas têm um episódio.

Tenho outro projeto que é o SCStrong, que é outro podcast. Esse é um podcast focado em empreendedorismo dos negócios em Santa Catarina. Recentemente, fizemos uma entrevista com o Vinícius Roveda, que é o CEO da Conta Azul. Ele trouxe insights bem importantes.

Para saber mais da nossa empresa, temos o site crmthink.com.br, e também estou no LinkedIn. Só procurar Romualdo da Silva. E no Twitter, estou como romucasp. O SP é a origem, não tem jeito.

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