Tudo sobre digital rights management para proteção de seu conteúdo digital: definição, funcionamento e exemplos do mercado

Ao mesmo tempo em que elimina barreiras geográficas e democratiza o acesso a informações nunca antes exploradas, a transformação digital também traz consigo novos desafios. Contornar a violação de direitos autorais — popularmente conhecida como pirataria — é, possivelmente, um dos maiores. Nesse sentido, saber tudo sobre Digital Rights Management pode te ajudar a vencer esse inimigo muitas vezes invisível. 

De acordo com um estudo publicado pela ABPI – Associação Brasileira de Propriedade Intelectual, nosso país ocupa a 4ª posição no ranking anual mundial da pirataria digital, com 12 bilhões de acessos a sites ilegais. 

Os números impressionantes reforçam a importância de buscar alternativas para valorizar o trabalho dos produtores de conteúdo e proteger obras e dispositivos de usos indevidos.  Continue lendo para descobrir tudo sobre Digital Rights Management, uma dessas alternativas! 

O que é DRM – Digital Rights Management

Digital Rights Management, também conhecido como Gestão de Direitos Digitais (GDD), é um conjunto de tecnologias desenvolvido para possibilitar o controle da utilização de produtos digitais

Cada produto trabalha com um tipo diferente de DRM, mas, de uma forma geral, todos eles têm funções relacionadas a: 

  • controle de acessos ao produto;
  • quantidade de acessos ao produto;
  • possibilidades de utilização do produto (em que plataformas ele pode ser exibido); 
  • controle de cópias e reproduções do material. 
  • restrições ao compartilhamento do material ou conteúdo

Na prática, o DRM funciona assim: quando alguém compra um produto digital, físico (como um DVD ou um jogo de videogame) ou virtual, recebe, também, os termos de uso do produto. Eles podem vir descritos na embalagem do material ou na forma de um documento digital. Esse ainda não é o DRM. 

Diferentemente dos termos de uso, o Digital Rights Management é implantado no interior do produto, e impede, por exemplo, a criação de cópias não-autorizadas ou a reprodução em dispositivos diferentes dos oficiais. 

Quer entender melhor como isso é possível? Então assista ao vídeo abaixo e siga para o próximo tópico! 

Como funciona a tecnologia? 

As formas de gerenciar os direitos de uso de um produto digital evoluíram ao longo dos anos. A primeira geração de DRM, por exemplo, tinha como principal função proibir a cópia dos produtos. 

Entretanto, novos formatos e produtos exigiram, também, uma evolução das formas de protegê-los. Por isso, a segunda geração de DRM passou a controlar, também, outros elementos, como visualização, impressões, alteração de conteúdo etc. 

Em linhas gerais, podemos dizer que, nos dias de hoje, o DRM funciona com base em alguns conceitos-chave: 

Identificação do usuário

Para que um DRM funcione corretamente, é preciso que haja uma maneira de identificar o usuário que adquiriu o produto digital, e, portanto, tem direito a seu acesso completo. Na maioria dos casos, os usuários são identificados por números, e tais números são associados à licença de obtenção do material. 

Direitos de uso

Os direitos de uso descrevem detalhadamente tudo aquilo que pode e não pode ser feito com o produto adquirido. O DRM funciona justamente para legitimar tais direitos, estabelecendo restrições físicas ao que é determinado como proibido em relação a cópias, reproduções e alterações da natureza do produto. 

Encriptação

A encriptação é uma das ferramentas mais utilizadas no DRM. Trata-se de uma tecnologia capaz de codificar dados, tornando-os ilegíveis sem uma chave de acesso. 

Ao adquirir um produto com DRM, a chave de acesso da encriptação é condicionada ao usuário que o adquire. Isso ajuda a impedir que a senha seja compartilhada e utilizada em outros dispositivos ou por outros usuários. 

Banner Digicast

Quem usa? 

Qualquer produto digital pode ter um DRM para proteger os direitos do autor. Isso vale para softwares, músicas, cursos online e até documentos e-mails confidenciais. 

A seguir, separamos alguns casos de serviços e marcas que sabem tudo sobre Digital Rights Management e o utilizam como estratégia de proteção de conteúdo e direitos autorais. 

Livros digitais

Alvos muito buscados pela pirataria, os e-books são produtos passíveis de proteção por DRM. Nesse caso, a ferramenta pode proteger o conteúdo de dispositivos não-autorizados, cópias e reproduções, alteração de trechos e violações de direitos do autor.

Um exemplo bastante comum de empresa que faz uso do DRM em suas obras é a Amazon. Para acessar os livros adquiridos na plataforma, é preciso ter um cadastro de usuário, que é atribuído à chave de segurança que permite a abertura do conteúdo. 

Além disso, quem adquire um livro digital na Amazon precisa ter aparelhos e softwares da própria empresa para fazer a leitura. Do contrário, o documento não é decodificado. 

Videogames

Se você é ou conhece algum gamer, com certeza já ouviu a expressão “console bloqueado”. Isso significa que ele tem um DRM, portanto, conta com diversas camadas de proteção para tornar a experiência do usuário legítima e adequada aos direitos autorais. Algumas das proteções mais populares são: 

  • para evitar a utilização de jogos baixados por outros perfis, que não o dos compradores; 
  • contra jogos pirateados (ou adquiridos fora das lojas oficiais); 
  • para proteger o uso de múltiplos consoles com um mesmo perfil de usuário.

Aparelhos celulares

Os sistemas operacionais de aparelhos celulares também contam com um DRM para gerenciar o uso de produtos digitais. 

O DRM da Android, por exemplo, permite que os aplicativos gerenciem dados e informações protegidas por direitos de acordo com as restrições de licença associadas ao conteúdo. 

Audiovisual

O mercado audiovisual é um dos que mais sofre com a pirataria em nosso país. Estima-se que o prejuízo anual ultrapasse a marca dos R$ 4 bilhões

Por isso, saber tudo sobre Digital Rights Management, nesse segmento, tem uma importância fundamental. Ele ajuda a ativar mecanismos de segurança que impedem a cópia ilegal e a reprodução indiscriminada de conteúdo exclusivo (filmes, séries, canais de televisão, espetáculos musicais etc.), protegendo a integridade dos produtos culturais. 

Músicas

Serviços de streaming musical e lojas de música online também usam o DRM para proteger os direitos sobre os produtos comercializados. 

No caso do iTunes, o DRM não atua sobre as músicas comercializadas, mas está ativo em arquivos nos formatos de audiobook, e-book, vídeos (filmes e séries) e aplicativos

Os produtos digitais cobertos pelo DRM podem ser reproduzidos em até cinco computadores autorizados e nos aparelhos oficiais da Apple (iPod, iPhone, iPad, Apple TV). 

Conteúdos de Educação a Distância

O mercado de Educação a Distância evolui e se desenvolve junto com a transformação digital. Por isso mesmo, os diversos tipos de conteúdo vão ganhando novas caras e alcançando novas plataformas. 

Infelizmente, como consequência, os cursos online também se tornam alvos do download e compartilhamento não-autorizado, que gera prejuízos inestimáveis a produtores de conteúdos, tutores e donos de empresas do segmento. 

Como adquirir um DRM? 

Algumas empresas, como a Microsoft, oferecem diversas ferramentas de DRM para proteção de conteúdos digitais. Por meio delas, é possível configurar licenças, chaves de acesso e encriptar conteúdo. 

Encarar a pirataria e defender a integridade do conteúdo autoral é desafiador, mas extremamente necessário. A saída para evitar situações desagradáveis e prejuízos financeiros é descobrir tudo sobre Digital Rights Management e entender a importância de proteger seu produto digital. 

Esse conteúdo foi escrito pela EAD Plataforma, plataforma de ensino a distância que já soma mais de 2 milhões de alunos cadastrados. Apaixonados por ensinar, oferecemos um ambiente digital de qualidade e de fácil manuseio, projetado para atender às necessidades do mercado de EAD de forma simples e prática

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