Para transportar cargas perigosas o motorista deve dispor de algumas habilidades específicas, de modo a garantir a segurança dos envolvidos com as cargas e evitar riscos ao meio ambiente.  Tratando-se de um serviço especializado, a lista de exigências e cuidados é extensa. Neste artigo, separamos as principais categorias de cargas perigosas, as capacitações necessárias para

Para transportar cargas perigosas o motorista deve dispor de algumas habilidades específicas, de modo a garantir a segurança dos envolvidos com as cargas e evitar riscos ao meio ambiente. 

Tratando-se de um serviço especializado, a lista de exigências e cuidados é extensa. Neste artigo, separamos as principais categorias de cargas perigosas, as capacitações necessárias para transportá-las, a documentação obrigatória e as demais precauções que devem ser tomadas. 

Para atenuar os riscos durante a operação, algumas transportadoras podem contratar uma gerenciadora de riscos, empresa responsável por desenvolver estratégias estritamente para esse tipo de movimentação.  

Quais são as classes de cargas perigosas? 

Seguindo a definição do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, os produtos naturalmente perigosos são nocivos às pessoas e ao meio ambiente em função de sua origem química, biológica ou radiológica. 

Sua classificação ocorre de acordo com os tipos de danos causados e a natureza das substâncias, que podem ser radioativas, explosivas, inflamáveis, oxidantes, infecciosas ou corrosivas. 

As radioativas são aquelas utilizadas no ambiente hospitalar e na área industrial, protegidas pela blindagem dos containers. São perigosas porque apresentam riscos invisíveis, que só são detectados através de aparelhos específicos. 

As substâncias explosivas, como a nitroglicerina e a pólvora, produzem muitos gases e muito calor, por isso merecem atenção especial. Já as inflamáveis, como o enxofre, são perigosas em contato com as chamas ou em decorrência de atritos. 

Por sua vez, os oxidantes e os peróxidos orgânicos, como a água oxigenada, podem iniciar incêndios por conta da liberação de oxigênio. Enquanto as infecciosas, como os pesticidas, podem causar sérios danos à saúde. 

Por fim, as substâncias corrosivas, como o ácido sulfúrico e a soda cáustica, causam graves queimaduras quando entram em contato com a pele.  

Vale ressaltar que os veículos devem identificar essas cargas através de símbolos afixados em locais visíveis. Há o quadrado laranja, com o número de risco e o código ONU, e o losango vermelho, que informa justamente a classe do produto químico. 

Que capacitações os motoristas devem possuir? 

Como mencionamos, a natureza dos produtos transportados exige dos motoristas algumas habilidades específicas.  

É obrigatório o curso de Transporte de Produtos Perigosos (TPP), que pode ser realizado em uma das unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) ou no Serviço Social do Transporte (SEST). 

As capacitações garantem que o motorista conheça as características dos produtos químicos, considerando também o ato de dirigir aliado às ações preventivas necessárias. A legislação vigente também é abordada durante o processo. 

Quais são os documentos obrigatórios? 

A movimentação de cargas perigosas exige algumas comprovações. É constituído crime ambiental, de acordo com a Lei 9605/98, a falta de documentação durante o deslocamento dessas cargas. 

Do motorista são exigidos comprovante de conclusão do curso de Transporte de Produtos Perigosos (TPP), Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Carteira de Identidade (RG). 

Também devem levar consigo o registro do veículo, o seguro obrigatório, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavan) e o Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos a Granel (CIPP). 

Há, ainda, a documentação específica da carga perigosa, que envolve as licenças para viagens, a requisição de transporte, o documento fiscal, a ficha de emergência, o guia de tráfego, a ficha de monitoramento da carga e a declaração do expedidor de material radioativo. 

E quais são as demais precauções para o transporte de cargas perigosas? 

  • OS PRODUTOS PRECISAM DE EMBALAGENS ESPECÍFICAS 

Todas as embalagens devem seguir os critérios da Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT.  

Combustíveis, por exemplo, precisam de tanques que evitem a oscilação da temperatura, que podem ocasionar explosões. Já os produtos radioativos precisam de isolamento completo, assim como os gases, que devem ser mantidos comprimidos em seu estado gasoso. 

  • AS ROTAS DEVEM SER INFORMADAS 

A circulação dos veículos também precisa ser considerada. Há casos em que esse movimento é restrito, como nas áreas com maior fluxo de pessoas, ou locais com proteção ambiental. Esse tipo de fiscalização pode variar de acordo com o estado, daí a importância do planejamento. 

  • LEMBRE-SE DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO 

Para que os danos sejam minimizados, caso haja alguma emergência, é essencial que os envolvidos estejam devidamente equipados.  

Entre os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), estão as máscaras, os filtros, os aparelhos auditivos, os óculos, as viseiras, os capacetes, as luvas e os mangotes.  

Pronto, agora você já sabe o que é feito para deslocar cargas perigosas da maneira mais adequada possível. Lembre-se de que obedecer à legislação é fundamental para o sucesso do deslocamento! 

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