O mínimo é vantajoso para aqueles que terão o valor integral para pagar a próxima fatura; já o parcelamento aumenta o prazo para o consumidor se organizar. Foto: Mikhail Nilov/Pexels   O número de famílias endividadas – com dívidas – e inadimplentes – com dívidas e contas em atraso – bateu recorde em abril de

O mínimo é vantajoso para aqueles que terão o valor integral para pagar a próxima fatura; já o parcelamento aumenta o prazo para o consumidor se organizar.

Foto: Mikhail Nilov/Pexels

 

O número de famílias endividadas – com dívidas – e inadimplentes – com dívidas e contas em atraso – bateu recorde em abril de 2022, atingindo os maiores valores em 12 anos. O principal motivo é o cartão de crédito. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Nesse cenário, surgem dúvidas sobre as maneiras de quitar as dívidas, como pagar o mínimo do cartão ou parcelar a fatura.

 

A porcentagem de endividados chegou a 77,7% em abril deste ano, sendo o maior nível desde o início da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (Peic) da CNC, em janeiro de 2010. Já os inadimplentes representaram um percentual de 28,6%, o segundo maior da série histórica, atrás somente da taxa de janeiro de 2010, fixada em 29,1%.

 

Vale destacar que, segundo a CNC, 88,8% das famílias com dívidas estão nessa situação devido ao cartão de crédito. Em abril de 2022, outro recorde foi batido, e 10,9% das famílias não teriam condições de pagar as suas dívidas, configurando a percentagem mais elevada desde julho de 2021.

Opções para quitar a dívida

 

O cartão de crédito pode ser um meio vantajoso para quem deseja aproveitar promoções quando não há dinheiro no momento, comprar com descontos, participar de programas que ofereçam benefícios como cash back e milhas para viagens, entre outros fatores.

Veja também: Conheça o melhor cartão para acumular milhas: cartão pda.

Como evidenciado nas pesquisas mencionadas, no entanto, ele pode representar um problema para a vida financeira das pessoas se não utilizado com cuidado e planejamento. Quando isso acontece, existem algumas alternativas para lidar com o débito em aberto, como parcelar a fatura ou pagar o mínimo do cartão de crédito.

 

Há ainda a possibilidade de fazer um empréstimo pessoal online, que pode ser vantajoso para pagar a fatura integral, desde que os juros do financiamento sejam menores do que os juros do cartão.

Pagamento mínimo

 

O pagamento mínimo significa que a fatura não será totalmente quitada. O que a pessoa deixou de pagar no mês vigente será transferido para o próximo mês, com juros. Ao optar por essa modalidade, portanto, o consumidor paga somente um valor mínimo da fatura e mantém o cartão ativo, mas entra no chamado crédito rotativo, em que os juros passam a incidir sobre o restante da fatura.

 

O valor dos juros pode variar conforme cada operadora de cartão e é possível consultar todos eles no site do Banco Central do Brasil (Bacen). A média de juros do rotativo do cartão de crédito fica em torno de 11,32% ao mês. Além disso, no mês seguinte, o restante da fatura será cobrado com acréscimo dos juros do cartão mais Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) mensal, com taxa média de 0,38%.

 

Caso o pagamento do mínimo não seja feito, o cartão pode ser bloqueado e o nome do consumidor tende a ser registrado nos serviços de proteção ao crédito, como SPC, Serasa e SCPC. Além disso, sem planejamento, devido às taxas de juros, o consumidor pode acabar entrando numa bola de neve.

 

Conforme norma do Bacen, o crédito rotativo só pode ser cobrado até o vencimento da fatura seguinte, o que ocorre em 30 dias, normalmente. Depois desse período, ele é convertido em outra modalidade: o parcelamento do saldo da fatura.

 

Assim sendo, o pagamento mínimo é vantajoso para quem tem certeza de que terá dinheiro suficiente para pagar a conta inteira no próximo mês, incluindo os juros. Caso contrário, é melhor optar por outra alternativa.

Parcelamento da fatura

 

Caso a pessoa esteja com muita dificuldade para pagar as dívidas e não tem garantia de que o dinheiro do próximo mês será suficiente para arcar com todas as despesas, incluindo o cartão de crédito, uma opção é parcelar a fatura.

 

Isso porque o parcelamento fixa uma taxa de juros geralmente menor que a do rotativo. Dessa forma, o consumidor pode se organizar em um prazo mais longo, já que sabe o quanto vai pagar até eliminar aquele débito.

 

A média de juros dessa modalidade é de 7,2% ao mês. O limite total do cartão pode ficar bloqueado, sendo liberado aos poucos conforme as parcelas são pagas. Geralmente, os bancos oferecem a possibilidade de antecipá-las, para que seja possível quitar a dívida de uma vez e reduzir os juros nesse processo.

 

Uma parte deles, contudo, permanece, e é preciso estar atento, uma vez que o valor total a ser pago pode ser maior do que o cobrado em trinta dias de rotativo (mesmo os juros da parcela sendo menores). É preciso atenção também às novas compras, pois elas serão cobradas normalmente na fatura, junto à dívida feita no passado.

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