Descubra como o sistema Open Finance funciona e quais são as regras de participação desse sistema para as financeiras e seus usuários

Se sua área de atuação é o mercado econômico ou até mesmo se você acompanha os noticiários, deve ter ouvido falar sobre o termo “Open Finance”, certo? Também conhecido como  ou “Open Banking”, este é o novo sistema de compartilhamento de informações financeiras que foi criado e implementado pelo Banco Central (Bacen).

A expressão que, traduzida para o português, significa “sistema financeiro aberto”, chega ao Brasil com o intuito de aumentar o nível de competitividade entre as empresas do setor. Além disso, visa melhorar a qualidade dos produtos e serviços bancários oferecidos aos clientes.

O Open Finance é um braço do projeto já estabelecido de Open Banking no país, que promete trazer bons resultados para todo o sistema financeiro. E, como o interesse do brasileiro sobre produtos financeiros vem aumentando, muito por conta da pandemia, essa ferramenta beneficia tanto usuários, quanto financeiras.

No artigo de hoje, vamos falar um pouco mais sobre esse sistema bancário recém-chegado ao Brasil e sanar algumas das dúvidas mais frequentes. Por exemplo: como funciona? Open Finance vale a pena? É seguro? Entenda tudo isso e muito mais!

Open Finance: o que é e como funciona?

Antes de entender como funciona o sistema de Open Finance na prática, vamos voltar um pouco à teoria. Primeiramente, explicaremos o que é Open Banking, já que o primeiro é uma evolução do segundo.

O objetivo do Banco Central é fazer com que o sistema de  Finanças Abertas, sirva como uma espécie de base regulatória para todo o sistema financeiro aberto. E isso inclui desde os serviços bancários abertos, até os prestados por corretoras de valores, casas de câmbio, fundos de previdência etc. 

Basicamente, o sistema compartilha dados financeiros de seus usuários entre as instituições financeiras, de acordo com a autorização destes. O Open Finance pode ser considerado uma fase final do projeto criado pelo Banco Central e prevê diretrizes que asseguram esse compartilhamento de dados.

Isso fará com que o processo fique seguro e fluido, além de oferecer melhores oportunidades aos usuários do banco. Por sua vez, eles terão produtos financeiros extras para utilizar, desde que sigam algumas regras previamente determinadas. 

Ou seja, o usuário poderá “compartilhar o relacionamento” que mantém com a instituição bancária. Com sua autorização, as entidades do mercado financeiro poderão se inserir nesse sistema aberto e oferecer os seus produtos, com melhores condições e taxas, considerando a análise de dados dos clientes desta cartela.

Funcionamento do sistema de Finanças Abertas

Bem, essa é a teoria que foi formulada pelo Banco Central, agora vamos entender como será o seu funcionamento prático. É muito simples, na verdade. Tudo começa a partir da implementação do Open Banking, em que o usuário ganha acesso a todos os seus dados financeiros de instituições que ele é ou já foi cliente.

Isso dá autonomia para escolher compartilhar ou não os seus dados com outras instituições financeiras (que não seja a sua). Assim, pode-se decidir se quer receber ofertas de outros bancos, conforme seu relacionamento com o mercado financeiro. 

Por exemplo, digamos que você entre no site da marca X para comprar um computador. Lá, você poderá escolher entre o financiamento desse produto em várias empresas. Então, dará a autorização para que estas empresas busquem pelo seu histórico como cliente. E, a partir disso, elas determinam quais serão as melhores condições de financiamento disponíveis para o seu perfil.

Um ponto a ser mencionado: todas as instituições que aderirem a esse sistema precisarão oferecer o devido suporte, como no caso das APIs. Para exemplificar, as Application Programming Interfaces são instaladas nas plataformas de empresas que compartilharão os dados. Com isso, tudo será acessado de forma instantânea.

Lembrando que, com esse novo sistema de compartilhamento de dados, a decisão está sempre nas mãos do usuário. E isso significa que você mesmo decide se seus dados poderão ser compartilhados e quais deles. Deu para entender?

É um sistema seguro?

Muitas pessoas ainda estão desconfiadas ao falar desse assunto, pois foram anos e anos fazendo uso de serviços bancários de forma padronizada. Mas, sim, é um serviço considerado extremamente seguro por todas as instituições financeiras.

Afinal, estas terão que cumprir requisitos básicos predeterminados, ao passo que todos os processos são monitorados e controlados de forma sigilosa. Isso porque a premissa básica é evitar  que ocorram danos aos usuários, como o vazamento indevido de dados ou o uso destes para fins ilícitos. 

Do mesmo modo, qualquer problema que ocorra, por práticas não previstas nas diretrizes do projeto, serão punidas. Vale lembrar que as financeiras já têm regras rígidas para cumprir e seguir a legislação, em termos de governança e compliance.

Além de ter estabelecido essas diretrizes próprias do sistema Open Banking, o compartilhamento de dados segue o regulamento da LGPD. Na Lei de Proteção de Dados, as instituições devem seguir normas para que a segurança cibernética seja preservada e os protocolos seguidos.

Participantes do Open Finance

As financeiras que podem participar do sistema são as autorizadas pelo Bacen. Existem as que se oferecem para participar e as que são convocadas pelo Open Banking, que, geralmente, são os maiores bancos. E, como esse projeto beneficia ambas as partes, a maioria das instituições se cadastram.

Algumas das instituições que estão autorizadas a participar do Open Finance são:

  • bancos;
  • fundos de pensão;
  • fundos de previdência;
  • corretoras de valores;
  • corretoras de seguros;
  • plataformas de investimento.

Nesses casos, o compartilhamento de dados entre as instituições diz respeito a produtos específicos. Por exemplo, investimentos, seguros, câmbio, previdência, entre outros. 

Vantagens e benefícios

Além da alta competitividade que os bancos conseguem obter com esses dados, o Open Finance traz vários benefícios para os clientes. E alguns deles são:

  • proteção de dados regulamentado pela legislação;
  • autonomia dos seus dados;
  • transparência nos processos;
  • maiores benefícios nos produtos financeiros;
  • portabilidade entre instituições;
  • aumento dos negócios nas empresas;
  • qualidade garantida pelo Banco Central;
  • variedade de produtos financeiros específicos;
  • facilidade e otimização das transações financeiras;
  • novas possibilidades de negócio para clientes e não-clientes.

Isso facilita  o acesso aos produtos que vão além dos oferecidos pelo banco em que se tem conta aberta.  E aqui vai um exemplo: possibilidades de investir em produtos que só as corretoras negociam.

Open Finance: um grande passo para o mercado financeiro

Mas e então, o Open Finance vale a pena? Sim, claro. É uma das maiores transformações digitais dentro do sistema bancário brasileiro. Isso permite que cada vez mais financeiras consigam ganhar espaço dentro do mercado. Em paralelo, seus usuários têm mais autonomia para controlar e lidar com os seus dados.

Esse sistema trabalha de duas formas, podendo ser cadastrado de forma ativa ou passiva. Na primeira, o cliente busca o banco para informar que quer consentir o compartilhamento de seus dados cadastrais. Na segunda opção, o banco entrará em contato com esse usuário, considerando sua boa relação com esta instituição.

Deu para entender o que é Open finance? Vamos recapitular alguns pontos importantes para fixar melhor o assunto:

  • Open Finance é um grande avanço financeiro;
  • traz benefícios para usuários e financeiras;
  • é um sistema seguro e rentável;
  • diz respeito aos dados compartilhados dos clientes com as instituições bancárias.

E então, o que achou do conteúdo? Te ajudou a entender como esse sistema funciona? Para complementar, separamos um post sobre o sistema de empréstimos bancários. Assim, você pode conferir quais são as melhores opções para o seu empreendimento.

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